domingo, 31 de outubro de 2010

Sushi de Atum

Sushi de Atum


Tipo de Culinária: Japão
Categoria: Pratos Principais
Subcategorias: Peixes e Frutos do Mar
Rendimento: 24 porções
Ingredientes
2 unidade(s) de nori
2 xícara(s) (chá) de Arroz  cozido(s)
1 lata(s) de atum em pedaços light
1/2 unidade(s) de pepino japonês em tiras
Modo de preparo
Prepare o sushi da seguinte maneira: em uma esteirinha de madeira ou papel alumínio coloque 1 folha de alga, com a face brilhante para baixo. Divida o arroz em 2 partes.
Distribua em cada folha 1 porção de arroz (espalhe o arroz com a ponta dos dedos molhados em água ou com as costas de uma colher de sopa molhada), até obter uma camada homogênea, tomando o cuidado de deixar as bordas livres para depois poder enrolar).
Coloque metade da quantidade do Atum e os palitos de pepino, formando uma tira (não espalhe o recheio sobre o arroz). Com a ajuda da esteirinha, enrole a alga em volta do arroz recheado, formando um rocambole. Pressione a esteirinha em volta do rolo para modelar. Feche as beiradas da alga com a ponta dos dedos molhados.
Com uma faca de cozinha bem afiada, corte cada rolo em cerca de 12 fatias de aproximadamente 1,5 cm.
Sirva os rolinhos acompanhados de wasabi (pasta de raiz forte) e molho de soja (shoyu).
 

Tempo de Preparo: 15 minutos

Dicas:
- Para fazer o arroz: lave bem meia xícara (chá) de arroz próprio para sushi, esfregando-o com as mãos, até a água ficar transparente. Coloque numa panela e junte 1 xícara (chá) de água. Deixe descansando por 30 minutos. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por 20 minutos ou até o grão ficar macio. Retire a panela do fogo e deixe descansando, tampada, por cerca de 5 minutos.
Em uma tigela, junte 1 colher (sopa) de vinagre de arroz, 1 colher (chá) de açúcar e meia colher (chá) de sal. Misture até ficar bem dissolvido.
Transfira o arroz para uma tigela grande e acrescente a mistura de vinagre, incorporando delicadamente com a ajuda de uma espátula de madeira ou garfo molhado em água. Deixe esfriar em temperatura ambiente, antes de utilizar.
- Se a alga não for “yakinori” (pré-tostada), segure cada uma com uma pinça e balance sobre o fogo por alguns segundos até ficar crocante, para obter um sabor mais adocicado e delicado.

Variação: Substitua o pepino por rúcula e tomate seco. 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Teppan Yaki de Bacalhau com Legumes


Tipo de Culinária: Japão
Categoria: Pratos Principais
Subcategorias: Peixes e Frutos do Mar
Rendimento: 4 porções
Ingredientes
500 gr de bacalhau porto dessalgado(s)
50 gr de acelga em cubos médios
50 gr de cenoura fatiada(s)
50 gr de cebola em pétalas
50 gr de repolho picado(s)
1 xícara(s) (chá) de agrião
15 ml de shoyu
10 ml de saquê mirim
10 ml de óleo de soja Sadia  
Modo de preparo
Em uma frigideira grande, aqueça metde do óleo e doure todos os lados do bacalhau. Reserve aquecido.
Na mesma frigideira, acrescente o restante do óleo e refogue a cebola.
Acrescente a cenoura, o repolho e a acelga, mexendo bem, por cerca de 2 minutos.
Acrescente o agrião, o shoyu e o saquê. Mexa bem. Deixe secar levemente e sirva imediatamente junto com o bacalhau.
Salada de Kani com Palmito


Tipo de Culinária: Japão
Categoria: Entradas
Subcategorias: Saladas
Rendimento: 4 porções
Ingredientes
1/2 pé(s) de alface crespa
1 pacote(s) de kani em rodelas
4 unidade(s) de palmito em rodelas
8 unidade(s) de azeitona verde grande(s)
Molho
5 colher(es) (sopa) de óleo de milho
1 colher(es) (sopa) de grãos de mostarda
3 colher(es) (sopa) de vinagre tinto
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta-do-reino branca
quanto baste de shoyu
Modo de preparo
Molho
Juntar todos os ingredientes (o molho de soja vai por último) numa tigela redonda e que tenha uma borda de +ou- 10cm. Mexer bem. Misturar bem a alface com o molho, na tigela. Depois de feito isso, juntar os outros ingredientes. (o kani pode ser usado como decoração p/a salada.)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Salada de Sashimi


Tipo de Culinária: Japão
Categoria: Entradas
Subcategorias: Saladas
Rendimento: 8 porções
Ingredientes
800 gr de salmão
quanto baste de agrião
quanto baste de alface roxa
quanto baste de rúcula
Molho
70 ml de shoyu
60 gr de nabo batido(s)
1 colher(es) (sopa) de pimenta dedo-de-moça picada(s)
1/2 xícara(s) (chá) de cebolinha verde picada(s)
3/4 xícara(s) (chá) de suco de limão
Modo de preparo
Lave bem as folhas. Corte o salmão em fatias finas (sem pele e espinhas), com o lado da pele voltado para cima.
Distribua as folhas em um prato e disponha as fatias de salmão por cima. Coloque o molho e sirva.
 
Molho
Bata o nabo no liqüidificador com um pouco de água.
Misture todos os ingredientes. Reserve.
 
Dicas
Você poderá usar outros peixes como atum, serra, robalo, linguado, carapau, olho de boi, olhete, sororoca, pargo entre outros.
Yakisoba


Tipo de Culinária: Japão
Categoria: Pratos Principais
Subcategorias: Massas
Rendimento: 2 porções
yakisoba é um prato que tem suas raízes na culinária chinesa e hoje é um dos símbolos da culinária do Japão, principalmente aqui no Brasil. O seu sucesso é tão grande que estimulou alguns fatos interessantes.

Muitos restaurantes chineses em São Paulo e em outras capitais brasileiras chamam o seu macarrão chop suey de yakisoba, o nome japonês, e todo dia surgem barraquinhas de yakissoba nas ruas para concorrer com o cachorro quente e o pastel, outra influência gastronômica dos chineses. 
Ingredientes
100 gr de filé mignon
125 gr de macarrão para yakisoba
35 gr de cenoura
35 gr de vagem
35 gr de couve-flor
35 gr de brócolis
50 gr de repolho
50 gr de acelga
2 xícara(s) (chá) de caldo de frango
1/3 xícara(s) (chá) de shoyu
2 colher(es) (sopa) de amido de milho diluido(s)
1 colher(es) (chá) de óleo de gergelim torrado
quanto baste de glutamato monossódico
quanto baste de pimenta-do-reino branca
quanto baste de sal
quanto baste de óleo de soja Sadia  
Modo de preparo
Tempere o filé com um pouco de pimenta-do-reino, glutamato monossódico e sal e corte os legumes. Cozinhe o macarrão de acordo com o tempo indicado na embalagem. Depois de pronto, frite-o por dois minutos em um pouco de óleo, escorra e reserve. Para o molho, refogue o filé mignon cortado em lâminas rapidamente e reserve. Refogue os legumes em um pouco de óleo, colocando os mais duros primeiro. Acrescente o caldo e cozinhe por alguns instantes. Retorne o filé mignon reservado, acrescente o shoyu, corrija o sal, o glutamato e a pimenta-do-reino. Acrescente o amido de milho e, quando engrossar, desligue o fogo. Tempere com o óleo de gergelim torrado, coloque o molho sobre o macarrão e sirva.
 

Dicas

- Você poderá fazer o seu yakisoba com outros sabores, substituindo a carne por frango, frutos do mar ou fazê-lo somente com os legumes.
- Uma das versões chinesas do yakisoba é feita com acelga, brócolis, cenoura, broto de bambu, champignon, frango, filé e camarão.
Bo-Zushi


Tipo de Culinária: Japão
Categoria: Pratos Principais
Subcategorias: Peixes e Frutos do Mar
Rendimento: 8 porções
Receita originária do Japão.

Mesmo com a popularização da comida japonesa no Brasil, muitas pessoas ainda confundem o sushi com o sashimi. Para tirar qualquer dúvida que resta vamos ver as diferenças. Sashimi são fatias de peixe cru ou frutos do mar, que às vezes podem ser cozidos como o polvo. O que caracteriza o sushi é o arroz avinagrado, o recheio ou a cobertura não precisam ser necessariamente peixes crus, existem muitas outras opções como vegetais, carnes ou peixes cozidos.

Vamos fazer um sushi chamado bo-zushi que é uma variedade pouco comum nos restaurantes aqui no Brasil. Ele é prensado a mão com a esteirinha de sushi, e originalmente é feito com cavala marinada, um peixe da família da sardinha curtido no vinagre. Nessa receita vamos utilizar o salmão que é um peixe mais fácil de ser encontrado e é apreciado por muitas pessoas. O bo-zushi tem uma bonita apresentação e não é necessária uma técnica muito apurada para fazê-lo.
Ingredientes
300 gr de salmão limpo(s)
500 gr de arroz japonês
quanto baste de wasabi
Modo de preparo
Coloque o filé do salmão com o lado da pele para cima (sem pele). Com a faca deitada, corte fatias bem finas e largas da parte superior do filé e reserve. Coloque o plástico sobre a esteira de sushi. Disponha as fatias sobre o plástico uma do lado da outra cobrindo levemente a fatia ao lado. Molde um bloco de arroz e coloque sobre o peixe. Enrole o plástico para prender o salmão com o arroz, vire ao contrário e molde com a esteira dando um formato quadrado ou retangular. Corte em fatias de 3 cm e sirva com shoyu e wasabi.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Assim como a história do Japão oscila entre períodos de abertura e fechamento às influências estrangeiras, a culinária nipônica segue ora digerindo valores externos ora criando suas marcas. “A culinária é uma porta para entender a cultura de um país. Nesse caso, não é necessário saber nenhuma língua, basta ter língua”, diz o bem-humorado antropólogo Naomichi Ishige, do Museu Nacional de Etnologia de Osaka, que visitou o Brasil recentemente para o ciclo de palestras Saberes dos Sabores promovido pela Fundação Japão em parceria com a Editora JBC.
Um longo caminho foi percorrido antes que a cozinha do arquipélago chegasse à sofisticação dos sashimis, sushis e outros pratos admirados no mundo inteiro. As frituras dos europeus do século 16, por exemplo, transformaram-se em tempurá. Essa tradição que busca alimentar os cinco sentidos chegou ao Brasil e se transformou nas mãos dos imigrantes e de chefs brasileiros. O chef Ayao Okumura, professor da Universidade de Kobe, provou algumas delas e sugere: “melhorem as técnicas e reexportem o sushi ao Japão, onde hoje falta criatividade para novos modos de prepará-lo”. Confira a seguir as principais passagens da história da comida japonesa, desde suas origens até a disseminação pelo mundo:
Influência européia
Portugueses e espanhóis chegaram ao arquipélago trazendo o cristianismo e a permissão para comer carne de vaca. Além disso, chegaram as frituras em óleo e os doces. Essa culinária é chamada de “nanban”, ou “dos bárbaros do sul”, e foi uma das mais fortes influências, responsável pela introdução do milho, batata-doce, abóbora e pimenta vindos da América.
Portos fechados
Na época do xogunato Tokugawa, foi estabelecida a culinária tradicional japonesa. Os portos foram fechados aos estrangeiros. O cristianismo foi expulso. Só algumas receitas que levavam carne sobreviveram, seguindo então com peixe.
Explosão de restaurantes
Na metade do século 18 foram criados restaurantes. Já existiam na China e na França pós-revolucionária. Em 1804, Edo (atual Tokyo) tinha 6665 restaurantes, ou seja, um para cada 170 habitantes. Isso sem contar barracas e comércio próximos aos teatros. “Era a cidade com maior número de restaurantes do mundo na época”, diz o antropólogo Naomichi Ishige
Consumo de carne
Com a Restauração Meiji, o objetivo do país era a modernização por meio da industrialização. Pensava-se então que o motivo do físico menos avantajado em relação aos outros países era o fato de não se comer carne. Para ter soldados mais fortes, a carne entrou no cardápio do exército.
Pós-guerra
A grande mudança aconteceu na década de 60 com o desenvolvimento da economia japonesa. A culinária estrangeira passou a ser apreciada. Do Ocidente, vieram os frios, carnes e bacon. Da China, frituras com óleo vegetal, lámen e yakissoba.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Molho Tarê:

Ingredientes:
  • 3/4 xícara de sake
  • 1 1/3 xícara de sake Mirin
  • 3 colheres de sopa de açucar granulado
  • 1 1/3 xícaras de shoyu

Modo de preparo:
  1. Em uma panela, com o fogão em temperatura média, coloque o sake e o sake mirin para ferver.
  2. Adicione o açucar e misture até dissolver.
  3. Agora adicione o shoyu até que levante fervura.
  4. Neste momento, diminua a temperatura do fogão.
  5. Deixe cozinhar por aproximadamente 30 minutos.
  6. O molho deve ficar grosso e brilhante.
  7. Coe o molho em um coador de pano (ou pano fino) e deixe esfriar.
  8. Sirva-o morno / quente.

Tsuqueyaki de frango - Tori no tsuqueyaki :

Ingredientes:
  • 1 frango inteiro
  • Molho Tarê (veja a receita na seção de Molhos)

Modo de Preparo:
  1. Limpe o frango e corte-o em pedaços.
  2. Prepare o molho tarê em quantidade suficiente para cobrir toda a carne e deixe-a descansando no molho durante 2 horas.
  3. Arrume a carne na grelha e leve-a à brasa.
  4. Ferva o tarê que restou, coe-o e torne a levá-lo o fogo até se reduzir.
  5. Passe a carne novamente no tarê espêsso e acabe de assá-la.
  6. Sirva os grelhados com nabo ralado ou kabura no benizuquê.

sábado, 18 de setembro de 2010

Fílé de peixe no vapor

Ingredientes:
  • 700 grs de filé de peixe
  • Aproximadamente 1 copo de água
  • 2 claras de ovos
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 2 colheres de chá cheias de Aji-no-moto
  • 1 colher de sopa de sal
  • 3 colheres de sopa de maizena
Modo de preparo:
  1. Retire a pele do peixe e passe duas vezes na máquina de moer com o dente mais fino.
  2. Triturar bem a carne moida e acrescentando água aos poucos (em três tempos aprox).
  3. Junte as claras aos poucos continuando a tirar mais e mais.
  4. Quando a massa começar a pegar no pilão, acrescente o açúcar, o sal e aji-no-moto.
  5. Continue misturando e amassando.
  6. Finalmente misture a maizena.
  7. Quando a massa esiver lisa e uniforme, molhe uma colher de pau e reuna toda a massa.
  8. Arrume cinco tabuas pequenas (9 cm x 3 cm, aprox) , dividindo a massa em cinco porções ajeitando em forma de comoboco.
  9. Ponha-os na cuscuzeira e cozinhe no vapor durante 20 minutos.
  10. Retire os comobocos e pincele com uma solução de anelina e água (vermelha bem forte) enquanto estiver quente.

Filé de namorado ao molho de wassabi

  • 600g de file de namorado
  • 50g de castanha de caju
  • 20g de creme de leite
  • 20g de wassabi
  • azeite
  • sal
  • pimenta do reinno

Modo de preparo:
File de namorado
  1. Cortar o filé de namorado em porções de aproximadamente 160 a 200 g (entre 4 ou 5 dedos de comprimento) e tempere os dois lados com sal e pimenta do reino.
  2. Numa caçarola, esquente um pouco de azeite e deite as postas para dourar.
  3. Grelhe primeiro o lado do qual foi retirada à pele do peixe, no fogo alto, de dois a três minutos.
  4. Quando estiver dourado, vire a posta, abaixe o fogo e deixe por mais quatro ou cinco minutos.
  5. Lembre-se de que o namorado tem uma carne delicada e cozinha rápido.
  6. Depois de dourada nos dois lados, reserve o filé.

Molho suave de wassabi
  1. Coloque em um refratário, bater o creme de leite com wassabi e acrescentar o sal.
  2. Misturar tudo muito bem e leve ao fogo para aquecer por 5 minutos.
  3. Coloque-o sobre o file de namorado

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Receitas:

Panquecas de cará japonês:
1 cará médio (tororô imô)
1 ovo
1 colher (sopa) de manteiga derretida
cheiro verde picado a gosto
sal e pímenta do reino a gosto
Rale o tororô imô e junte os demais ingredientes. Misture bem e despeje colheradas da massa numa frigideira com um pouco de óleo. Deixe dourar de um lado, vire e espere corar também. Sirva quente ou frio.

sábado, 11 de setembro de 2010

Refeições Tradicionais:


As refeições tradicionais recebem seu nome de acordo com o número de acompanhamentos que vêm junto do arroz e da sopa. A refeição japonesa mais simples, por exemplo, consiste de ichijū-issai (一汁一菜; "uma sopa, um acompanhamento" ou "refeição de um prato"). Isto quer dizer que a refeição é composta de sopa, arroz e de algum acompanhamento — normalmente um legume em conserva. O pequeno-almoço oucafé da manhã japonês tradicional, por exemplo, normalmente é constituído de misso shiru(sopa de pasta de soja), arroz e algum legume em conserva. A refeição mais comum, entretanto, é conhecida por ichijū-sansai (一汁三菜; "uma sopa, três acompanhamentos"), ou por sopa, arroz e três acompanhamentos, cada um empregando uma técnica de culinária diferente. Estes acompanhamentos normalmente são peixe cru (sashimi), um prato frito e um prato fermentado ou cozido no vapor — ainda que pratos fritos, empanados ou agri-doces podem substituir os pratos cozidos. O Ichijū-sansai normalmente se encerra com conservas como o umeboshi e chá verde.
Esta visão japonesa de uma refeição é refletida na organização dos livros de culinária japoneses. Os capítulos são sempre ordenados de acordo com os métodos culinários: alimentos fritos, alimentos cozidos e alimentos grelhados, por exemplo, e não de acordo com os ingredientes em particular (ex.:galinha ou carne) como são nos livros ocidentais. Também podem existir capítulos dedicados a sopas, sushi, arroz etc.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Sucesso da Comida Japonesa:

Antes de fazer enorme sucesso e ter um número tão expressivo quanto o de churrascarias e pizzarias na cidade de São Paulo, contabilizados em 2003, os restaurantes japoneses percorreram uma longa, sinuosa e interessante trajetória. Num primeiro momento, não eram sequer restaurantes. Caracterizavam-se como refeitórios anexos a pensões para atender os primeiros imigrantes que tinham saudade da comida da terra natal. Corria a década de 10 do século passado. Anos mais tarde, começaram a se profissionalizar. Ainda assim, esses estabelecimentos foram vistos com desconfiança pela clientela ocidental ao longo de décadas. No período posterior ao término da Segunda Guerra Mundial, uma nova leva de imigrantes trouxe consigo profissionais que introduziram na cidade o hábito do sushi-bar. Demoraria até o final dos anos 80 para que o pescado cru, seja na forma apenas de fatias, seja na forma de lâminas sobre bolinhos de arroz, conquistasse um número maior de adeptos. O primeiro grupo de sushimen -- formado por alguns grandes mestres, entre os quais Takatomo Hachinohe foi o maior de todos --, teve o importante papel de educar o paladar dos ocidentais. Num avanço lento a princípio, romperam os limites da Liberdade e, em seguida, o eixo Liberdade-Avenida Paulista. Espalharam-se por toda a capital. Conquistaram bairros badalados, instalando-se do circuito Vila Madalena-Itaim Bibi-Vila Olímpia. Na fase mais recente, no interior dos novos endereços germinaram jovens criadores que propõem um Japão sem fronteiras dentro dos limites da cozinha.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Existem várias opiniões do que é fundamental à culinária japonesa. Muitos pensam no sushi ou nas refeições formais elegantemente estilizadas kaiseki que são originárias como parte da cerimônia do chá japonesa. Muitos japoneses pensam na comida do dia-a-dia, em especial nas existentes desde antes do final do Período Meiji (1868 - 1912), ou desde antes da Segunda Guerra Mundi

Comida do dia-a-dia

Um prato de uma refeição Kaiseki completa, mostrando o cuidado na arrumação dos alimentos

A culinária tradicional japonesa é dominada pelo arroz branco (hakumai, 白米), e poucas refeições seriam completas sem ele. Qualquer outro prato servido durante uma refeição - peixe, carne, legumes, conservas - é considerado como um acompanhamento, conhecido como okazu. É utilizado um tipo de talher diferente, denominado hashi. Originário da China, consiste em dois pequenos bastões de madeira, plástico ou metal.

As refeições tradicionais recebem seu nome de acordo com o número de acompanhamentos que vêm junto do arroz e da sopa. A refeição japonesa mais simples, por exemplo, consiste de ichijū-issai (一汁一菜; "uma sopa, um acompanhamento" ou "refeição de um prato"). Isto quer dizer que a refeição é composta de sopa, arroz e de algum acompanhamento — normalmente um legume em conserva. O pequeno-almoço ou café da manhã japonês tradicional, por exemplo, normalmente é constituído de misso shiru(sopa de pasta de soja), arroz e algum legume em conserva. A refeição mais comum, entretanto, é conhecida por ichijū-sansai (一汁三菜; "uma sopa, três acompanhamentos"), ou por sopa, arroz e três acompanhamentos, cada um empregando uma técnica de culinária diferente. Estes acompanhamentos normalmente são peixe cru (sashimi), um prato frito e um prato fermentado ou cozido no vapor — ainda que pratos fritos, empanados ou agri-doces podem substituir os pratos cozidos. O Ichijū-sansai normalmente se encerra com conservas como o umeboshi e chá verde.

Esta visão japonesa de uma refeição é refletida na organização dos livros de culinária japoneses. Os capítulos são sempre ordenados de acordo com os métodos culinários: alimentos fritos, alimentos cozidos e alimentos grelhados, por exemplo, e não de acordo com os ingredientes em particular (ex.: galinha ou carne) como são nos livros ocidentais. Também podem existir capítulos dedicados a sopas, sushi, arroz etc.

Como o Japão é uma nação insular, seu povo consome muitos frutos do mar, além de peixe e outros produtos marinhos (como algas). Mesmo não sendo conhecido como um país que come muita carne, poucos japoneses se consideram vegetarianos. Carne e galinha são comumente inseridos na culinária do cotidiano.

O macarrão, originado na China, também é uma parte essencial da culinária japonesa. Existem dois tipos tradicionais de macarrão, o soba e udon. Feito de farinha de centeio, o soba (蕎麦) é um macarrão fino e escuro. O udon (うどん), por sua vez, é feito de trigo branco, sendo mais grosso. Ambos são normalmente servidos com um caldo de peixe aromatizado com soja, junto de vários vegetais. Uma importação mais recente da China, datando do início do século XIX, vem o ramen (ラーメン; macarrão chinês), que se tornou extremamente popular. O Ramen é servido com uma variedade de tipos de sopa, indo desde os molhos de peixe até manteiga ou porco.

Ainda que muitos japoneses tenham desistido de se alimentarem de insetos, ainda existem exceções. Em algumas regiões, gafanhotos (inago) e larvas de abelha (hachinoko) não são pratos incomuns. Lagartos também são comidos em alguns lugares.

[editar] Arrumação tradicional de uma mesa japonesa

A arrumação tradicional da mesa japonesa tem variado consideravelmente nos últimos séculos, dependendo principalmente do tipo comum de mesa de uma dada era. Antes do século XIX, pequenas mesas individuais (hakozen, 箱膳) ou bandejas planas utilizadas no chão eram arrumadas antes de cada refeição. Mesas baixas maiores (chabudai, ちゃぶ台), que acomodavam famílias inteiras, começaram a se tornar mais populares no começo do século XX, mas este estilo deu lugar ao estilo ocidental de mesas e cadeiras de jantar, no final do século XX.

A arrumação tradicional da mesa é baseada no ichijū-sansai. Tipicamente, cinco bacias e pratos são colocados antes do jantar. Na ponta, são colocadas a bacia de arroz (à esquerda) e a de sopa (à direita). Atrás destas ficam três pratos planos que seguram os três acompanhamentos, um à extrema esquerda (onde pode se servir um prato fermentado), um a extrema direita (no qual pode se servir um prato assado) e um no centro (no qual pode se servir vegetais cozidos). Vegetais cortados também costumam ser servidos e comidos no final da refeição, mas não fazem parte dos três pratos de acompanhamento.