quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Receitas:

Panquecas de cará japonês:
1 cará médio (tororô imô)
1 ovo
1 colher (sopa) de manteiga derretida
cheiro verde picado a gosto
sal e pímenta do reino a gosto
Rale o tororô imô e junte os demais ingredientes. Misture bem e despeje colheradas da massa numa frigideira com um pouco de óleo. Deixe dourar de um lado, vire e espere corar também. Sirva quente ou frio.

sábado, 11 de setembro de 2010

Refeições Tradicionais:


As refeições tradicionais recebem seu nome de acordo com o número de acompanhamentos que vêm junto do arroz e da sopa. A refeição japonesa mais simples, por exemplo, consiste de ichijū-issai (一汁一菜; "uma sopa, um acompanhamento" ou "refeição de um prato"). Isto quer dizer que a refeição é composta de sopa, arroz e de algum acompanhamento — normalmente um legume em conserva. O pequeno-almoço oucafé da manhã japonês tradicional, por exemplo, normalmente é constituído de misso shiru(sopa de pasta de soja), arroz e algum legume em conserva. A refeição mais comum, entretanto, é conhecida por ichijū-sansai (一汁三菜; "uma sopa, três acompanhamentos"), ou por sopa, arroz e três acompanhamentos, cada um empregando uma técnica de culinária diferente. Estes acompanhamentos normalmente são peixe cru (sashimi), um prato frito e um prato fermentado ou cozido no vapor — ainda que pratos fritos, empanados ou agri-doces podem substituir os pratos cozidos. O Ichijū-sansai normalmente se encerra com conservas como o umeboshi e chá verde.
Esta visão japonesa de uma refeição é refletida na organização dos livros de culinária japoneses. Os capítulos são sempre ordenados de acordo com os métodos culinários: alimentos fritos, alimentos cozidos e alimentos grelhados, por exemplo, e não de acordo com os ingredientes em particular (ex.:galinha ou carne) como são nos livros ocidentais. Também podem existir capítulos dedicados a sopas, sushi, arroz etc.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Sucesso da Comida Japonesa:

Antes de fazer enorme sucesso e ter um número tão expressivo quanto o de churrascarias e pizzarias na cidade de São Paulo, contabilizados em 2003, os restaurantes japoneses percorreram uma longa, sinuosa e interessante trajetória. Num primeiro momento, não eram sequer restaurantes. Caracterizavam-se como refeitórios anexos a pensões para atender os primeiros imigrantes que tinham saudade da comida da terra natal. Corria a década de 10 do século passado. Anos mais tarde, começaram a se profissionalizar. Ainda assim, esses estabelecimentos foram vistos com desconfiança pela clientela ocidental ao longo de décadas. No período posterior ao término da Segunda Guerra Mundial, uma nova leva de imigrantes trouxe consigo profissionais que introduziram na cidade o hábito do sushi-bar. Demoraria até o final dos anos 80 para que o pescado cru, seja na forma apenas de fatias, seja na forma de lâminas sobre bolinhos de arroz, conquistasse um número maior de adeptos. O primeiro grupo de sushimen -- formado por alguns grandes mestres, entre os quais Takatomo Hachinohe foi o maior de todos --, teve o importante papel de educar o paladar dos ocidentais. Num avanço lento a princípio, romperam os limites da Liberdade e, em seguida, o eixo Liberdade-Avenida Paulista. Espalharam-se por toda a capital. Conquistaram bairros badalados, instalando-se do circuito Vila Madalena-Itaim Bibi-Vila Olímpia. Na fase mais recente, no interior dos novos endereços germinaram jovens criadores que propõem um Japão sem fronteiras dentro dos limites da cozinha.